
Como Trabalhar a Pesquisa na Internet em Sala de Aula?
Quando
falamos em pesquisa, principalmente em sala de aula, a primeira opção ainda
remete ao material impresso, ou seja, livros e enciclopédias.
Realmente esse é o início. Devemos ensinar as crianças a pesquisarem com o uso desses suportes, contudo devemos entender que a internet é uma realidade e, em algum tempo, todos os livros serão digitalizados (o que não exclui a versão impressa dos mesmos).
Além disso, a importância da internet e de seu conteúdo não deve ser menosprezada, pois é provável que, quando essa geração entrar no mercado de trabalho, precise disso para manter seus empregos assim como de ar para sobreviver. Levando esse cenário em consideração, temos que repensar junto aos alunos algumas práticas de pesquisa e redefinir o papel do professor durante esse processo. Para essa reflexão, elaboramos um guia básico que o ajudará a trabalhar com essa poderosa ferramenta de maneira a ensinar os alunos a buscar, selecionar, compreender e sintetizar as informações de acordo com o que procuram e também a construír seu próprio conhecimento através da rede. A seguir, apresentaremos algumas situações corriqueiras durante o processo de pesquisa na Internet. Para cada situação, disponibilizamos uma sugestão para ajudá-lo a guiar seus alunos para um melhor resultado.
Realmente esse é o início. Devemos ensinar as crianças a pesquisarem com o uso desses suportes, contudo devemos entender que a internet é uma realidade e, em algum tempo, todos os livros serão digitalizados (o que não exclui a versão impressa dos mesmos).
Além disso, a importância da internet e de seu conteúdo não deve ser menosprezada, pois é provável que, quando essa geração entrar no mercado de trabalho, precise disso para manter seus empregos assim como de ar para sobreviver. Levando esse cenário em consideração, temos que repensar junto aos alunos algumas práticas de pesquisa e redefinir o papel do professor durante esse processo. Para essa reflexão, elaboramos um guia básico que o ajudará a trabalhar com essa poderosa ferramenta de maneira a ensinar os alunos a buscar, selecionar, compreender e sintetizar as informações de acordo com o que procuram e também a construír seu próprio conhecimento através da rede. A seguir, apresentaremos algumas situações corriqueiras durante o processo de pesquisa na Internet. Para cada situação, disponibilizamos uma sugestão para ajudá-lo a guiar seus alunos para um melhor resultado.
Situação
1 – Quando alunos realizam pesquisa escolar com auxílio de uma
ferramenta de busca, geralmente param no primeiro resultado que aborda o
assunto e utilizam o conteúdo sem checar a credibilidade da fonte ou do
conteúdo oferecido.
Sugestão –
Para a maior parte dos professores, sabendo que as crianças lidam com a
tecnologia cada vez mais cedo e de forma muito proprietária, parece natural que
pesquisar na internet faça parte das habilidades dos “nativos digitais”. No
entanto, da mesma forma que ensinamos a pesquisar com o suporte do material
impresso, o mesmo deve ocorrer na Internet. Devemos esclarecer ao aluno alguns
fatores que são próprios da rede e que não fazem parte do universo da pesquisa
em livros. O primeiro desses fatores é a democracia. Qualquer um pode publicar
o que quiser na web, diferente dos livros, onde só é publicado quem tem
credencial. Essa democracia faz com que existam conteúdos incorretos,
incompletos ou completamente questionáveis. Outra coisa que deve ser explicada
é a abordagem dos assuntos segundo o ponto de vista daqueles que os escrevem.
Dificilmente existirão conteúdos imparciais na web.
O ponto mais importante é ensiná-los a comparar os resultados de vários sites. Todos dizem a mesma coisa? As datas (no caso de uma pesquisa histórica) são as mesmas? Existe um site mais completo que outros ou todos se completam?
O ponto mais importante é ensiná-los a comparar os resultados de vários sites. Todos dizem a mesma coisa? As datas (no caso de uma pesquisa histórica) são as mesmas? Existe um site mais completo que outros ou todos se completam?
Situação
2 – Os alunos tendem a achar que sites não comerciais como os
.gov ou .org tem informações mais confiáveis, ou seja, checam a credibilidade
pela extensão do endereço.
Sugestão –
Para essa situação é importante que saibam que tipo de site é melhor para qual
tipo de busca. Por exemplo: quero saber quantas pessoas existem em cada região
do Brasil. Para esse tipo de informação devo consultar um site de instituto de
pesquisa, tipo IBGE. Se quiser saber quantas pessoas pegaram dengue no Rio de
Janeiro no ano passado, posso consultar o site do Ministério da Saúde. É ideal
para essa situação que você navegue em sites governamentais, institucionais e
prepare uma lista de endereços. Passe essa lista para eles e peça para que
assinalem que tipo de informação acharam em cada endereço. Assim eles terão uma
idéia de onde começar a buscar determinados dados.
Situação
3 – Alguns alunos tendem a usar uma ou mais palavras chaves
ligadas ao assunto pesquisado, sem levar em consideração o contexto em que
querem abordar esse assunto.
Sugestão –
Ensine-os a selecionar as palavras-chaves. Se quisermos pesquisar o movimento
hippie no Brasil, que palavras podemos usar? Hippie+Brasil? Anos 60 + Brasil?
Sim, podemos começar assim. Na medida em que forem lendo os conteúdos da busca,
os alunos podem passar a considerar outras palavras chaves dependendo do
contexto. Se a pesquisa tem seu enfoque na produção artística do movimento, o
aluno pode alternar a palavra-chave para Tropicalismo. É importante que eles
aprendam a ver os assuntos pesquisados de diversos ângulos. Para isso você pode
propor um exercício divertido. Escolha um assunto de interesse da classe e peça
para que eles pesquisem. Em vez de retornar um trabalho de pesquisa, eles terão
que retornar as palavras-chave que usaram e avaliar os resultados ligados a
elas. Quais palavras retornaram resultados melhores para o assunto proposto e
em quais contextos? Depois os alunos devem comparar os resultados, com seu
auxílio, e verificar quais palavras-chaves diferentes retornaram dados
semelhantes.
Situação
4 – Os layouts bonitos e bem desenvolvidos dos sites são
levados em conta na hora de avaliar a credibilidade. O mesmo acontece com a
pesquisa de imagens. Quais imagens são reais e quais são montadas? Elas se
inserem no contexto da pesquisa?
Sugestão – A
pesquisa de imagens é tão importante quanto a pesquisa de conteúdo escrito. Se
estou buscando uma foto de imigrantes do século passado, não é porque uma foto
tem efeito de sépia (aquele amarelado antigo) que devo acreditar que a foto
realmente pertence à época certa. A tecnologia possibilita uma série de
efeitos, e os alunos devem estar conscientes disso. A sugestão para essa
situação fica por conta do esclarecimento dessas possibilidades tecnológicas e
da recomendação de procurar a mesma imagem em fontes diferentes para checar se
todas acusam a mesma legenda.
Situação
5 – Como na pesquisa em materiais impressos onde pode-se usar
diversas fontes, o aluno deve aprender a interpretar os dados que está
coletando e como aproveitar esses dados. Os alunos podem ter dificuldades de
transformar tabelas em texto e vice-versa ou textos em imagens ou vídeos.
Também podem apresentar dificuldades em sintetizar conteúdos de várias fontes
em um único texto.
Sugestão –
Para essa situação, recomendamos um trabalho online ou offline, ou seja,
não precisa ser com o uso do computador. Apresente para a classe notícias que
contenham imagens, texto e tabelas. Separe a classe em grupos e peça para que
cada grupo reescreva uma matéria diferente, sem imagens e sem tabelas. No
entanto, a notícia deve estar completa. Os dados da tabela devem constar da
notícia reescrita.
Após essa primeira etapa, troque as notícias reescritas entre os grupos. Sem ver a notícia original, os grupos tentarão reescrever a notícia recebida, inserindo gráficos e imagems (desenhados a mão e de forma tosca mesmo). Aqui o que vale não é a plasticidade, mas a esquematização do conteúdo. Ao fim do exercício, mostre as notícias originais para os grupos e peça para que os alunos auto-avaliem sua produção.
Após essa primeira etapa, troque as notícias reescritas entre os grupos. Sem ver a notícia original, os grupos tentarão reescrever a notícia recebida, inserindo gráficos e imagems (desenhados a mão e de forma tosca mesmo). Aqui o que vale não é a plasticidade, mas a esquematização do conteúdo. Ao fim do exercício, mostre as notícias originais para os grupos e peça para que os alunos auto-avaliem sua produção.
Situação
6 – Quando uma pesquisa é realizada em diversos livros, o
aluno deve aprender a assinalar a bibliografia. Quando pedimos a fonte das
pesquisas realizadas na web, eles completam apenas com a palavra INTERNET na
maior parte dos casos.
Sugestão -
Apresente aos alunos o conceito de webgrafia e como inseri-la
de forma correta em seus trabalhos.
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